The New Mix - Karl Lagerfeld
Karl Lagerfeld embebeu-se do universo asiático e revelou exuberância nos shows de apresentação da coleção do Outono 2012.

Sendo assim, o glamour da Índia foi inspiração para a coleção Pre-Fall 2012 que transformou o Gran Palais, em Paris, num perfeito palácio suntuoso de Nova Delhi, a coleção chamada Métiers d’Art com um luxuoso banquete de frutas e especiarias para 200 convidados.
A indumentária da mulher indiana teve revisão moderna e estrategicamente desenhada, veio envergando trajes carregados com aplicações de cordões de ouro, bordados prateados, muito trabalho manual, aplicações de pedras, cordões de pérolas, tons de marfim, túnicas de seda pura sobrepostas em leggings, peles, paisleys, assimetrias, sedas, tecidos estruturados, blazers, calças, sáris, laterals-drappeds foram apresentados com o rigor da maison.
Na beleza, olhos pretos bem delineados, mesclado com muitos acessórios de metal, na cabeça, no nariz, pulseiras, braceletes, com ouro, pedra, prata e os excessos conhecidos pela cultura hindu de ornamentação, pontuados ainda com a modernidade de dreads que apareceram nos cabelos das modelos e as tradicionais pérolas.
E como é clássico, emergem sempre alguns looks masculinos, que não sairam do rigor hindu, com blazers e cortes remetentes a cultura indiana, em tons de branco e marfim, uma aparição de paisley e uma túnica vinho, com turbantes de seda em tom de azul-petróleo, braceletes, cordões, broches, num mix de indianismo e militarismo.
Num período onde a ostentação está numa ótica cansada perante aos olhares da moda, o estilo e imutável DNA da francesa Chanel se renova a ponto de parecer brotar nessa coleção.
Achei legal a forma com que os ‘indianismos’ apareceram, mas a sinergia ÍndiaxChanel não rolou muito bem, ou foi impressão minha que os santos, ou, os deuses não bateram?
Minha impressão não deve ser lá de grande valia, mas eu não vi nada de diferente, pelo menos aqui no Brasil, não aguentamos mais a modinha “Caminho das Índias” de volta não é?
Nenhuma novidade expressa a ser seguida, vi essas peças com um simples propósito: expansão de domínio e comércio, não acredito que só o fascínio de Coco pela joaleria indiana seja fruto de inspiração pra essa coleção, a busca pela estabilidade financeira de economias emergentes vem sido alvo das grandes marcas com medo da instabilidade do mercado europeu há algum tempo.






